segunda-feira, 3 de março de 2014

A velha sina do portador de TDAH predominantemente desatento e hiperativo

Sou tão tdah que facilmente me esqueço que tenho TDAH...
Não há um santo dia que não tenha que ignorar o cansaço mental e físico que a luta contra o tdah e dpac causam...
Como me aceitar e melhorar minha autoestima se esqueço que tenho TDAH e DPAC?
Como não me frustrar com tantos lapsos e com uma cabeça que parece ser um computador antigo que, quando não trava, fica cada vez mais lento?
Começo a pensar que o TDAH e o DPAC me trouxeram e trazem prejuízos maiores que imaginava...
Ou será a falta de sono reparador?
Não sei vocês, mas às vezes me assusto com a lentidão do meu cérebro em alguns dias...
Mas, logo logo me distraio e esqueço que estava exausta e que tenho TDAH e DPAC e reinício esse círculo vicioso de desatenção, superação e exaustão...

sábado, 1 de fevereiro de 2014

TDAH e DPAC: e a dificuldade em explicarr o q se sabe

Esse vídeo retrata bem o q é não saber explicar o q se sabe...
Odeio isso, não conseguir transmitir o q está em algum lugar dentro da bagunça do meu cérebro...


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Libertando-se do peso de ter TDAH e DPAC!

Encontrei outra música que diz tudo sobre a vida de quem carrega um enorme peso nas costas, como nos portadores de tdah e dpac.
Quero dizer que o meu diminuiu muito após a criação deste blog, pois compartilhar meus maiores segredos e angústias com vocês é libertador!
Então, libertem-se, libertem-se!
Vejam o vídeo da música da Florence + The machine: Shake it out
http://youtu.be/XpMoqEv7zAs

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Feliz ano "novo"? Será?

Mais um ano se passou...
Erros foram repetidos e continuarão a ser, então o quê há de novo? Poderá ser a forma de olhá-los? Acredito que sim.
Nesses três anos de descoberta de ter tdah aprendi muito: percebi que minha vida nunca deixará de ser uma eterna luta mental, entre o que queria ser e o que posso ser.  Por isso, vou lançar algumas metas:
Primeira: Aceitar como funciono será sempre um desafio para mim e para os outros.
Segunda: Permitir ter meu tempo e jeito de fazer as coisas, ser indiferente ao julgamento desleal interno e externo...
Terceiro: tentar calar ou canalizar a enxurrada de pensamentos para evitar estar sempre rescrevendo por não estar atenta.
Quarto: fazer o que eu me propus fazer... Quer saber chega!
Ia escrever um post sobre a minha dificuldade de ver aonde vou chegar antes de começar a escrever, mas já vi que é impossível!
Meu cérebro parece um computador lento e quando tenho que abrir meu word para escrever não dou de cara com uma folha em branco, mas sim com uma cheia de informações misturadas e desconectadas.  Levo um tempão até tentar dar um pouco de coesão ao texto e, quando parece que vou conseguir, sem perceber, abro um outro texto mais confuso ainda que deveria ter conexão com o anterior (mas não tem) e passo horas lendo algo que não terá utilidade alguma para terminar o que me  propus a fazer... aff! Cansa!
E ainda tem pessoas que tem coragem de dizer que o tdah não existe ou que eu não tenho! Que vontade de socar essas pessoas! Realmente, depois de ver só o resultado da maratona mental, sem presenciar o início e o meio, fica difícil ver alguma hiperatividade mental!
Estou me torturando há uma semana porque não consigo sentar na frente do computador e terminar o que já está armazenado nos meus arquivos lentos do meu pc interno! Juntar as informações ou melhor,  separá-las das inúteis que as acompanham me traz um sensação de repulsa pelo que tenho que fazer; afinal sei o quanto desgastante isso é! Odeio ter que arrumar meus pensamentos, principalmente por não saber em que lugar colocá-los!
É, nota-se que minhas energias sempre serão gastas em grande parte só para organizar: coisas, pensamentos, ações, informações e emoções!
Então amigo tdah, feliz ano novo repleto de coisas velhas, mas cheio de um novo olhar a elas!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O descrédito por ter tdah e dpac

Nos últimos dois meses, me consultei com dois médicos: um gastro e uma ginecologista. Especialidades diferentes, mas preconceitos iguais...
Depois que comecei a tomar ritalina, sou forçada a contar que tenho tdah para todo médico que vou, porque sempre vem a famosa pergunta: está tomando algum remédio?
Af, como odeio isso! Até porque depois da grande revelação, tenho que me justificar e tentar convencê-los que tenho mesmo tdah e dpac.
Tenho que contar as inúmeras doenças que tive em razão da ausência de diagnóstico e do estresses que o tdah e o dpac causaram, aí surge outra complicação: convencê-los que não sou uma hipocondríaca kkkkk
Saio acabada da consulta... Não é fácil aguentar os olhares de descrédito que são lançados para mim durante toda consulta... Até entendo, afinal nem eu consigo acreditar que com apenas 32 anos já tive vários diagnósticos diferentes, mas todos relacionados com o bendito tdah e dpac. Passei por inúmeras doenças: ansiedade generalizada (TAG), gastrite, esofagite, refluxo, síndrome do intestino irritável, retirada da vesícula, labirinto patia, zumbido no ouvido, fibromialgia, insônia, sono agitado não reparador, enxaqueca etc.
Tenho vergonha, fico com a sensação de que sou um et, um caso perdido...
O pior é que, desde então, sempre busquei seguir os conselhos médicos, mas a verdade é que com o acúmulo de tanta coisa começou a ficar difícil mudar tanta coisa em mim: hábitos alimentares, comportamentos, pensamentos, crenças, prática de exercício físico (restrição de atividades em razão da fibromialgia e tontura)  etc.
Hoje, graças a Deus, a muita força de vontade e ajuda profissional de excelência grande parte daquelas doenças intrusas se foram, mas é claro que de vez enquando fazem uma visitinha kkkk
Mas, melhorei muito desde que comecei a fazer tratamento com profissionais que me enxergaram tão bem, que viram coisas em mim que desconhecia. Eles são anjos que ajudam a tornar essa luta um pouco mais leve e com mais autenticidade. E, por causa deles, sei que algum dia conseguirei ir a outros médicos sem ter vergonha de dizer que tenho tdah e dpac e, pouco me importar se vão me achar uma maluca. Afinal de contas, de médico e louco todo mundo tem um pouco kkkkk